RESP. TÉCNICA: ANNA LUIZA LEMOS · ENFERMEIRA AV. DR. OSWALDO PIERUCCETTI, 431 — INTERLAGOS · ARAGUARI-MG
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Tipos de curativo e para que serve cada um

Texto informativo · Anna Luiza Lemos, enfermeira

Existe uma expectativa comum de que exista um curativo bom, que serve para tudo. Não existe. A cobertura certa é a que responde ao que aquela ferida está precisando naquela fase — e a mesma ferida vai precisar de coberturas diferentes ao longo do tratamento.

Antes de escolher, três perguntas

  1. Quanta secreção essa ferida produz?
  2. O leito está limpo ou tem tecido morto?
  3. Há sinal de carga bacteriana alta?

A resposta a essas três perguntas elimina a maior parte das opções e deixa poucas candidatas. Só depois se pensa em marca ou produto.

As principais famílias

Alginato de cálcio

Feito de algas. Absorve bastante secreção e forma um gel em contato com o exsudato. Indicado em feridas com drenagem moderada a alta. Em ferida seca, não serve — vai ressecar ainda mais.

Hidrogel

O oposto do alginato: doa umidade. Usado em ferida seca ou com tecido morto que precisa ser amolecido para sair. Em ferida muito exsudativa, atrapalha.

Hidrocoloide

Forma um gel ao reagir com o exsudato e mantém o meio úmido. Serve em feridas superficiais com pouca a moderada secreção. Costuma gerar um gel amarelado com odor que assusta, mas é esperado.

Espuma de poliuretano

Absorve bem, protege contra impacto e é confortável. Muito usada como cobertura secundária e em áreas de pressão.

Carvão ativado

Sua função principal é controlar odor. Frequentemente vem associado a prata.

Coberturas com prata

Usadas no controle de carga bacteriana, não como substituto de antibiótico. Não devem ser usadas indefinidamente — têm tempo de uso definido dentro do protocolo.

Coberturas não aderentes

Camada de contato que evita que o curativo grude no leito. Resolve o problema mais comum de quem troca curativo em casa.

Por que a gaze comum quase nunca é a melhor escolhaA gaze seca resseca o leito, adere ao tecido novo e machuca na retirada. Ela tem uso — como cobertura secundária, para segurar a primária — mas em contato direto com o leito da ferida raramente é a melhor opção.

O erro mais comum

Manter a mesma cobertura do começo ao fim. A ferida muda: começa exsudativa e com tecido morto, depois fica limpa e granulando, depois epiteliza. Cada fase pede algo diferente. Cobertura que não muda é um dos motivos de feridas que param de evoluir.

Este texto é informativoA escolha da cobertura para o seu caso depende de avaliação presencial. Nenhum conteúdo aqui substitui a consulta.
Este texto é informativoEle não substitui avaliação presencial por profissional habilitado. Cada ferida evolui de forma individual e nenhum resultado é garantido.

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Primeiro passo

Manda a foto. A gente marca a avaliação.

É o passo mais simples que existe e não compromete você a nada. A conduta só é definida presencialmente.

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